Simulado ENEM – Ciências Humanas

Resolva questões contextualizadas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, analisando fontes, mapas e fenômenos sociais, políticos, econômicos e culturais.

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Sobre este simulado

Este simulado ajuda a revisar ENEM com linguagem adequada à preparação para vestibulares e ENEM.

Classificação: Vestibulares → ENEM

Conteúdos abordados

  • Geografia
  • Filosofia
  • Sociologia
  • Historia
  • História do Brasil
  • História do Brasil Republicano

Como é a prática

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Perguntas sobre este simulado

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As questões abaixo são apenas exemplos ilustrativos. O simulado completo pode conter outras perguntas.

Questão 1: Em uma vila açucareira do litoral nordestino, um grande proprietário controlava extensas terras, financiava parte da produção por meio de comerciantes, empregava trabalhadores escravizados e ocupava posições de prestígio na câmara local. Pequenos lavradores, por sua vez, dependiam do engenho para moer a cana e tinham menor capacidade de negociar sua produção. Embora a Coroa nomeasse autoridades e cobrasse tributos, as decisões cotidianas sobre crédito, uso da terra, trabalho e aplicação de normas eram fortemente influenciadas pelos proprietários locais. A situação descrita permite interpretar a sociedade açucareira colonial como resultado da articulação entre

  • (E) a produção destinada prioritariamente ao abastecimento regional, a concentração fundiária e a utilização do prestígio dos proprietários para influenciar decisões políticas locais.
  • (A) a produção voltada à exportação, a concentração fundiária e a dependência do crédito mercantil, sem que a riqueza agrária se convertesse diretamente em autoridade política local.
  • (D) a produção voltada à exportação, a dependência dos engenhos por parte dos lavradores e a relativa autonomia das câmaras diante dos interesses dos proprietários rurais.
  • (B) a produção voltada à exportação, a concentração dos recursos produtivos e a transformação da riqueza agrária em autoridade social e política local.
  • (C) a produção voltada à exportação, a grande propriedade escravista e a administração metropolitana direta das relações econômicas e políticas estabelecidas nas comunidades locais.

Questão 2: Em uma cidade colonial, um homem escravizado realizava transporte de mercadorias e pequenos serviços por ordem de seu proprietário. Ao final do dia, entregava-lhe uma quantia previamente estabelecida e podia conservar parte do restante para alimentação e outras despesas. Essa circulação permitia que ele estabelecesse contatos, negociasse serviços e, em alguns casos, reunisse recursos para solicitar uma carta de alforria. Entretanto, continuava sujeito à venda, à punição e à fiscalização do proprietário e das autoridades. A análise desse caso evidencia que as relações de trabalho escravizado nas áreas urbanas

  • (C) permitiam a ampliação das redes de contato e a eventual negociação da alforria, ao mesmo tempo que tornavam a fiscalização menos sistemática e atenuavam a coerção senhorial.
  • (D) aproximavam-se do trabalho assalariado, pois a entrega de uma quantia periódica ao proprietário deslocava para o trabalhador parte central do controle sobre sua força de trabalho.
  • (A) combinavam relativa autonomia na execução de certas tarefas com a permanência da propriedade jurídica, da coerção e da apropriação do trabalho pelo senhor.
  • (E) ampliavam as possibilidades de acumulação e negociação dos trabalhadores, fazendo da compra da alforria um caminho relativamente acessível para a superação da condição escravizada.
  • (B) combinavam circulação pela cidade e retenção parcial dos ganhos com uma forma de parceria remunerada, que restringia, embora não eliminasse, a propriedade jurídica do senhor.

Questão 3: Um inventário de um engenho pernambucano do século XVII registra terras extensas, equipamentos para moagem e purificação do açúcar, dezenas de pessoas escravizadas, dívidas com comerciantes responsáveis pelo financiamento e pelo transporte marítimo, além de tributos incidentes sobre a produção. O proprietário controlava o trabalho e parte do processo produtivo, mas dependia de agentes externos para obter crédito, escoar a mercadoria e alcançar os mercados consumidores europeus. Considerando essas informações, a organização da economia açucareira colonial pode ser interpretada como resultado da combinação entre

  • (A) produção agrícola orientada à exportação, concentração fundiária, exploração do trabalho escravizado e relativa autonomia dos senhores de engenho diante dos comerciantes que financiavam e transportavam a mercadoria.
  • (B) produção agrícola orientada à exportação, concentração fundiária, exploração do trabalho escravizado e dependência predominante de trocas locais, com participação secundária dos circuitos mercantis europeus.
  • (E) produção agrícola orientada à exportação, concentração fundiária, uso complementar do trabalho escravizado e dependência dos circuitos mercantis atlânticos, sem que o financiamento e o transporte condicionassem significativamente a atividade dos engenhos.
  • (D) produção agrícola orientada à exportação, concentração fundiária, exploração do trabalho escravizado e integração ao comércio atlântico organizado principalmente por crédito e transporte fornecidos diretamente pela Coroa.
  • (C) produção agrícola orientada à exportação, concentração fundiária, exploração do trabalho escravizado e dependência dos circuitos mercantis que articulavam a colônia ao comércio atlântico.

Questão 4: Após a abdicação de D. Pedro I, diferentes grupos políticos disputaram os rumos da organização do Império. Os liberais defendiam maior autonomia provincial, enquanto setores conservadores avaliavam que a descentralização poderia intensificar revoltas e ameaçar a unidade territorial. Medidas como a revisão das normas do Ato Adicional e o fortalecimento da autoridade imperial, especialmente a partir do Regresso Conservador, redefiniram as relações entre o governo central e as províncias. Considerando esse processo, a função política do Poder Moderador e das reformas institucionais do Segundo Reinado pode ser interpretada como a

  • (C) adoção de um federalismo monárquico, pelo qual as províncias conservaram órgãos representativos próprios e passaram a exercer soberania administrativa sob a coordenação simbólica do imperador.
  • (A) reafirmação da autonomia provincial estabelecida no período regencial, pois o fortalecimento da Coroa preservou a capacidade das assembleias locais de controlar a nomeação das autoridades e a administração das províncias.
  • (B) consolidação de uma centralização negociada, na qual a Coroa ampliava sua capacidade de intervenção sem eliminar a participação das elites provinciais na administração e na representação política.
  • (D) ampliação da participação política por meio da autoridade imperial, uma vez que a intervenção da Coroa reduziu o peso dos critérios censitários e aproximou o sistema eleitoral de uma representação social mais abrangente.
  • (E) separação mais nítida entre a autoridade da Coroa e a administração provincial, pois as reformas institucionais limitaram a intervenção do governo central e favoreceram a condução autônoma dos assuntos locais.

Questão 5: No Segundo Reinado, a expansão do café no Vale do Paraíba e, posteriormente, no oeste paulista articulou propriedades rurais, casas exportadoras, companhias ferroviárias e instituições de crédito. A construção de ferrovias reduzia os custos de transporte até os portos, mas sua distribuição acompanhava as áreas de maior interesse econômico. Ao mesmo tempo, a produção permanecia fortemente apoiada no trabalho escravizado e dependia da demanda externa. A análise conjunta dessas características permite concluir que a modernização associada à cafeicultura

  • (D) reorganizou o poder econômico em favor de comerciantes, banqueiros e empresas ferroviárias, já que o acesso ao crédito e aos transportes reduziu a capacidade dos grandes proprietários de controlar a produção e a circulação.
  • (A) promoveu ampla diversificação industrial e reduziu progressivamente a dependência brasileira dos mercados externos, pois os lucros do café foram convertidos majoritariamente em investimentos produtivos voltados ao mercado nacional.
  • (C) integrou seletivamente áreas produtoras aos circuitos do comércio internacional, fortalecendo grupos vinculados à exportação sem eliminar a dependência externa nem as relações escravistas.
  • (E) favoreceu a formação de um mercado interno amplamente articulado, pois as ferrovias conectaram de maneira abrangente as áreas produtoras a diferentes regiões consumidoras, ainda que também servissem ao escoamento da produção para os portos.
  • (B) deslocou progressivamente a base do trabalho escravizado para relações assalariadas, pois a expansão ferroviária e a especialização produtiva tornaram a mão de obra cativa incompatível com a nova dinâmica empresarial.

Questão 6: Leia o trecho adaptado de uma análise sobre o reconhecimento da independência brasileira: “Portugal reconheceria o Brasil como Império independente, enquanto o governo brasileiro assumiria uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas. Para cumprir o acordo, o novo Estado recorreu a empréstimo contratado com casas financeiras britânicas, em negociação mediada pela Grã-Bretanha.” Considerando as condições de formação do Estado brasileiro no Primeiro Reinado, a situação descrita permite concluir que a independência

  • (B) articulou a separação jurídica em relação a Portugal à continuidade de relações econômicas assimétricas, fazendo com que a consolidação da soberania dependesse de negociações diplomáticas e recursos financeiros externos.
  • (E) decorreu sobretudo da mediação britânica, que transferiu ao Brasil os custos financeiros da separação para consolidar seus próprios interesses comerciais e limitar a permanência de privilégios portugueses no mercado brasileiro.
  • (A) combinou a ruptura da autoridade política portuguesa com a preservação de vínculos econômicos externos, embora o recurso ao empréstimo tenha ampliado a autonomia financeira do novo Estado.
  • (C) formalizou a separação política em relação a Portugal, mas manteve sua influência sobre as finanças brasileiras, já que a indenização assegurou ao antigo colonizador controle direto sobre as decisões econômicas do novo Estado.
  • (D) foi conduzida por grupos sociais internos interessados na autonomia, que utilizaram a negociação internacional para reduzir a influência das elites vinculadas ao comércio atlântico.

Questão 7: Em um município do interior, um chefe político local organizava o transporte de eleitores, intermediava pedidos de emprego e influenciava a distribuição de verbas públicas. Em troca, esperava que os moradores votassem nos candidatos indicados pelo grupo dominante. O governo estadual, por sua vez, reconhecia os resultados eleitorais e apoiava a permanência desse grupo no controle municipal, desde que recebesse respaldo político nas eleições estaduais. Considerando o funcionamento das instituições da Primeira República, a situação descrita evidencia que a estabilidade daquele sistema dependia principalmente da

  • (B) articulação entre dependências sociais locais e acordos entre oligarquias, convertendo a representação formal em mecanismo de reprodução do poder político.
  • (D) preservação da autonomia dos eleitores nas comunidades rurais, favorecida pelo caráter público do voto, que permitia acompanhar a fidelidade dos representantes escolhidos.
  • (E) organização de partidos nacionais com programas políticos definidos, responsável por integrar as demandas municipais às decisões do Legislativo e reduzir a influência das alianças estaduais.
  • (A) combinação entre a autonomia administrativa dos estados e a ampliação gradual da participação eleitoral, que fortalecia a negociação entre lideranças locais e representantes estaduais.
  • (C) coordenação entre autoridades federais e estaduais para substituir o mando privado dos chefes municipais por uma administração pública centralizada e profissionalizada.

Questão 8: Na Era Vargas, o Estado reconheceu direitos trabalhistas e criou instituições destinadas a mediar conflitos entre empregados e empregadores. Entretanto, a atuação sindical dependia de reconhecimento oficial, as greves eram restringidas e o Ministério do Trabalho podia intervir nas entidades. Essa estrutura permaneceu associada à ideia de que os interesses profissionais deveriam ser representados por categorias reguladas pelo poder público. A análise conjunta dessas medidas permite concluir que a política trabalhista varguista

  • (C) institucionalizou a mediação pública das relações de trabalho para assegurar a colaboração entre as classes, mantendo, contudo, a independência das organizações sindicais diante do governo.
  • (A) ampliou a cidadania social dos trabalhadores ao reconhecer direitos legais, mas preservou a autonomia sindical para que cada categoria definisse suas formas de mobilização.
  • (B) combinou proteção social e incorporação política dos trabalhadores com mecanismos de controle, subordinando a representação profissional à autoridade estatal.
  • (E) estendeu a regulamentação trabalhista a diferentes categorias profissionais por meio de uma estrutura corporativa, alcançando de modo uniforme trabalhadores urbanos e rurais.
  • (D) priorizou a integração dos trabalhadores à ordem política por meio de direitos sociais, fazendo da legislação trabalhista um instrumento de participação equivalente à cidadania civil e política.

Questão 9: Em um pronunciamento radiofônico de 1942, o governo Vargas apresentava a industrialização, a legislação trabalhista e a unidade nacional como conquistas diretamente associadas à liderança do Estado. Paralelamente, o Departamento de Imprensa e Propaganda examinava previamente notícias, peças teatrais e programas de rádio, podendo impedir a circulação de conteúdos considerados contrários à ordem política. Considerando a articulação entre essas duas práticas, a atuação do Estado Novo pode ser interpretada como uma tentativa de

  • (D) substituir progressivamente a coerção política pela adesão espontânea da população, pois a difusão de benefícios trabalhistas reduziria a necessidade de vigilância sobre a produção cultural.
  • (B) ampliar a representação dos trabalhadores por meio da legislação social, utilizando a censura e a propaganda principalmente para conter críticas à política econômica do governo.
  • (C) dissociar a política trabalhista da construção da legitimidade governamental, apresentando os direitos sociais como resultados administrativos e a censura como medida excepcional.
  • (A) integrar a concessão regulada de direitos sociais à produção de lealdade política e ao controle da circulação de informações, compensando a restrição da participação autônoma.
  • (E) reproduzir mecanismos de conciliação das oligarquias estaduais, transferindo aos governos regionais a definição das mensagens políticas veiculadas pelos meios de comunicação.

Questão 10: A campanha das Diretas Já mobilizou diferentes setores sociais em torno da retomada do voto direto para presidente, mas a emenda constitucional que previa essa mudança foi derrotada no Congresso em 1984. No ano seguinte, Tancredo Neves foi eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral, e a convocação da Assembleia Nacional Constituinte foi seguida pela promulgação da Constituição de 1988, que ampliou direitos civis, políticos e sociais. A relação entre esses acontecimentos evidencia que a redemocratização brasileira

  • (B) converteu a pressão social em ruptura imediata com o regime, garantindo a escolha direta do presidente e a substituição rápida das instituições herdadas da ditadura.
  • (D) manteve a estrutura política autoritária até a promulgação constitucional, pois a derrota das Diretas Já e a eleição indireta limitaram as mudanças ao funcionamento do Colégio Eleitoral.
  • (A) avançou pela via institucional e negociada, tendo a mobilização social função sobretudo simbólica e pouca influência sobre o desenho político da transição.
  • (E) priorizou a estabilidade institucional e econômica em relação à cidadania, fazendo da Constituição de 1988 um marco predominantemente administrativo, com limitada ampliação de direitos.
  • (C) combinou pressões sociais por participação direta com negociações institucionais, produzindo avanços democráticos mesmo sem atender imediatamente à principal reivindicação eleitoral.

Questão 11: Em 1968, após o crescimento das mobilizações estudantis, das greves operárias e das críticas de setores do próprio sistema político, o governo militar editou o Ato Institucional nº 5. O dispositivo permitia ao presidente decretar o recesso do Congresso, intervir nos estados e municípios, suspender direitos políticos e restringir o recurso ao Judiciário em casos de perseguição política. Considerando a trajetória institucional do regime instaurado em 1964, a edição do AI-5 pode ser interpretada como

  • (E) uma reorganização autoritária do pacto federativo que ampliou a margem de decisão dos governos estaduais e municipais para reduzir a concentração de conflitos no governo federal.
  • (C) a consolidação jurídica de uma ordem de exceção, na qual instrumentos formalmente normativos foram utilizados para ampliar a autonomia repressiva do Executivo e reduzir os mecanismos de controle institucional.
  • (A) uma resposta autoritária à crise política que buscou preservar a estrutura constitucional existente, mantendo o Congresso como instância decisória central sob supervisão do Executivo.
  • (D) uma suspensão pontual e juridicamente limitada das garantias constitucionais, sem alteração duradoura do funcionamento dos poderes ou da dinâmica repressiva do regime.
  • (B) uma medida de endurecimento institucional que ampliou os poderes presidenciais, mas preservou mecanismos suficientes de controle parlamentar e judicial sobre os atos de perseguição política.

Questão 12: Durante a Assembleia Nacional Constituinte, diferentes propostas disputaram a definição jurídica da relação entre os povos indígenas, o Estado e as terras tradicionalmente ocupadas. Considere a seguinte situação: uma comunidade indígena reivindica a demarcação de uma área ocupada de forma tradicional, enquanto uma empresa argumenta que possui título de propriedade emitido pelo poder público e que a demarcação configuraria criação de um novo território independente. À luz da Constituição de 1988, a solução constitucional para o caso deve reconhecer que

  • (E) a proteção constitucional das terras depende da comprovação de que a comunidade mantenha formas tradicionais de organização e produção sem alterações decorrentes de contatos históricos com a sociedade nacional.
  • (A) o título de propriedade emitido anteriormente pelo poder público deve prevalecer, salvo se a comunidade comprovar que a ocupação tradicional foi formalmente reconhecida antes da aquisição empresarial.
  • (D) os direitos indígenas decorrem da ocupação tradicional, anterior ao reconhecimento estatal, cabendo à União demarcar e proteger as terras, sem que isso transforme essas comunidades em Estados independentes.
  • (C) a comunidade possui autonomia territorial e cultural assegurada constitucionalmente, podendo excluir a autoridade estatal e impedir a aplicação de normas federais na área demarcada.
  • (B) a demarcação atribui o domínio da terra à União e, por isso, substitui o vínculo territorial específico da comunidade por uma relação de tutela administrativa exercida pelo Estado.

Questão 13: Durante as greves dos metalúrgicos do ABC paulista, entre 1978 e 1980, os trabalhadores combinaram reivindicações salariais — em um contexto de inflação e de políticas oficiais de contenção dos reajustes — com assembleias massivas, fundos de greve e negociações conduzidas por lideranças que buscavam reduzir a dependência em relação à estrutura sindical controlada pelo Estado. Embora o movimento tenha sido reprimido em diferentes momentos, sua repercussão ultrapassou as fábricas e coincidiu com a reorganização de outros setores sociais, como comunidades eclesiais de base, entidades profissionais e movimentos por anistia. A interpretação histórica mais adequada desse processo considera que as greves

  • (E) pressionaram o governo a flexibilizar a política salarial e, ao favorecerem acordos setoriais, contribuíram para recompor a estabilidade do regime e conter a expansão de mobilizações sociais mais amplas.
  • (D) consolidaram a liderança sindical como principal representação da oposição, substituindo a atuação partidária e restringindo a articulação com entidades comunitárias, profissionais e de defesa da anistia.
  • (A) ampliaram a capacidade de negociação dos trabalhadores, mas permaneceram essencialmente concentradas nas relações trabalhistas, sem alterar de modo significativo as formas de participação política vigentes no período.
  • (B) revelaram os limites da tutela corporativa do Estado, embora sua força política dependesse da atuação das estruturas sindicais reconhecidas e das negociações autorizadas pelo regime.
  • (C) articularam conflitos relacionados às condições de trabalho a formas autônomas de ação coletiva, contribuindo para ampliar a participação política e deslocar as demandas democratizantes para o espaço público e social.

Questão 14: Leia o trecho, elaborado no contexto das transformações políticas francesas do final do século XVIII: “Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum.” Embora tenha contribuído para deslegitimar privilégios de nascimento, esse princípio foi aplicado em uma sociedade na qual a propriedade privada era reconhecida como um direito fundamental e a participação política permanecia restrita. A contradição apresentada revela que a Revolução Francesa

  • (B) combinou a universalização formal dos direitos civis com a preservação de critérios econômicos e políticos que limitavam a extensão prática da cidadania.
  • (E) aboliu os privilégios de nascimento e condicionou a cidadania ativa à propriedade, ao mesmo tempo que rompeu com o reconhecimento da propriedade privada como direito fundamental.
  • (C) preservou distinções jurídicas baseadas no nascimento, embora tenha substituído os privilégios estamentais por critérios econômicos de acesso à propriedade e à representação.
  • (D) estendeu a igualdade jurídica aos indivíduos, mas também universalizou os direitos políticos ao associar a cidadania ativa à defesa da propriedade privada.
  • (A) ampliou simultaneamente a igualdade jurídica e a participação política, pois o sufrágio censitário foi concebido como mecanismo de universalização gradual da cidadania.

Questão 15: Durante a industrialização britânica, trabalhadores que antes controlavam parcialmente o ritmo de suas atividades passaram a cumprir jornadas definidas por relógios, sirenes e supervisores. Em alguns setores, a remuneração também passou a depender da quantidade produzida ou do tempo de permanência na fábrica. Ao mesmo tempo, trabalhadores organizaram protestos contra multas, longas jornadas e a introdução de máquinas. Considerando a relação entre essas mudanças, a industrialização contribuiu para

  • (D) preservar a lógica do trabalho artesanal em escala ampliada, uma vez que a mecanização modificou os instrumentos, mas não a organização social da produção.
  • (A) individualizar a remuneração e ampliar a autonomia operária, pois o pagamento por produção permitia que cada trabalhador definisse seu próprio ritmo e sua jornada.
  • (C) transformar o tempo em instrumento de controle e valorização econômica do trabalho, produzindo conflitos entre a disciplina fabril e as estratégias de resistência operária.
  • (B) substituir formas pessoais de controle por uma disciplina predominantemente técnica e impessoal, reduzindo a intervenção dos proprietários e supervisores sobre o cotidiano fabril.
  • (E) estimular formas de resistência capazes de recuperar o controle operário sobre máquinas, jornadas e remuneração, limitando a consolidação da disciplina fabril.