Simulado ENEM – Linguagens

Pratique interpretação de textos, língua portuguesa, literatura, artes, educação física, tecnologias da comunicação e língua estrangeira, seguindo o estilo contextualizado do ENEM.

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Simulado ENEM – Linguagens

Este material é indicado para quem está se preparando para Enem e deseja treinar com questões no formato mais próximo possível das provas reais.

Ao longo do simulado, você poderá identificar quais conteúdos já domina e quais ainda precisam de atenção, usando o erro como parte do aprendizado. Essa abordagem ajuda a estudar de forma mais estratégica e eficiente.

Muitos estudantes utilizam este simulado tanto como revisão final quanto como um diagnóstico inicial para organizar melhor o plano de estudos.

Objetivo do Simulado

O objetivo deste simulado de Enem é ajudar você a treinar com questões no formato mais próximo possível das provas reais, identificando pontos fortes e conteúdos que precisam de reforço.

Sobre o Simulado ENEM – Linguagens

Este simulado de Enem foi desenvolvido para quem deseja testar e aprimorar seus conhecimentos de forma prática e objetiva.

Aqui você encontra uma experiência completa de estudo, com 70 questões cuidadosamente elaboradas, correção imediata e explicações claras, permitindo identificar erros, reforçar pontos fracos e evoluir com segurança.

O formato do simulado permite treinar no ritmo das principais provas e concursos, com opção de cronômetro para simular uma avaliação real e melhorar seu desempenho.

Conteúdos Abordados

Este simulado aborda os principais tópicos cobrados em provas de Enem, organizados de forma prática para facilitar a revisão e o aprendizado.

Este simulado aborda os principais conteúdos da área.

O que você vai treinar neste simulado

Quando estiver pronto, clique em Começar Agora e teste seus conhecimentos agora mesmo.

  • Interpretação e leitura atenta de enunciados
  • Gestão de tempo em provas
  • Identificação de erros recorrentes
  • Fixação de conceitos essenciais
  • Confiança para provas e concursos

Como este simulado funciona

Você responde uma pergunta por vez, confere sua evolução e no final recebe um gabarito completo com explicações. É possível refazer quantas vezes quiser, permitindo evolução contínua. O objetivo é que você aprenda errando — e melhore rapidamente.

Conteúdo atualizado em 2026 com base nos editais e provas mais recentes.

Para aproveitar melhor esse formato de estudo, veja também nosso guia: Como estudar com simulados .

Ver exemplos de questões deste simulado

As questões abaixo são apenas exemplos ilustrativos. O simulado completo pode conter outras perguntas.

Questão 1: Leia o texto a seguir. Em muitas cidades, a bicicleta costuma aparecer no discurso público como símbolo de um estilo de vida saudável ou como alternativa individual ao trânsito. Essa representação, embora não seja totalmente inadequada, limita o debate: quem depende de deslocamentos longos, enfrenta vias inseguras ou precisa combinar diferentes meios de transporte não se beneficia apenas de campanhas que recomendam pedalar. A bicicleta pode desempenhar uma função relevante na mobilidade urbana quando é incorporada a uma rede planejada, com ciclovias conectadas aos terminais, estacionamentos seguros e regras de convivência aplicadas aos diversos usuários. Nessa perspectiva, a expansão do uso da bicicleta não pressupõe o desaparecimento dos automóveis e do transporte coletivo, mas a redução da dependência exclusiva de um único modal. Considerando a relação entre a crítica apresentada no início e a proposta desenvolvida ao longo do texto, a tese do autor é melhor sintetizada pela afirmação de que

  • (D) a bicicleta deve ser compreendida como parte de uma política integrada de mobilidade, cuja efetividade depende de infraestrutura, conexão com outros modais e convivência viária.
  • (E) a bicicleta deve ocupar posição central no planejamento da mobilidade urbana, com investimentos prioritários em sua infraestrutura e posterior adequação dos demais meios de transporte à expansão de seu uso.
  • (B) a bicicleta pode contribuir para a mobilidade urbana quando integrada aos demais meios de transporte, desde que sua expansão seja acompanhada de medidas que reduzam progressivamente a circulação de automóveis.
  • (A) a bicicleta deve ser incorporada às políticas de mobilidade sobretudo por ampliar as alternativas de deslocamento, ainda que campanhas de incentivo individual continuem sendo suficientes para expandir seu uso.
  • (C) a promoção da bicicleta como hábito saudável é limitada, mas pode produzir efeitos relevantes para a mobilidade quando combinada à iniciativa dos usuários e à disponibilidade de alguns espaços específicos.

Questão 2: Leia o texto a seguir. Água da torneira: use com responsabilidade Antes de abrir a torneira, verifique se a tarefa realmente exige água corrente. Ao escovar os dentes, mantenha-a fechada; ao lavar a louça, retire os restos de comida antes de ensaboá-la. Essas ações parecem pequenas, mas, repetidas diariamente por muitas pessoas, reduzem a pressão sobre os reservatórios, sobretudo durante os períodos de estiagem. Em vez de tratar a economia de água como uma atitude excepcional, incorpore-a à rotina e compartilhe estas orientações. Publicado em um canal de comunicação de uma companhia de saneamento durante um período de baixos níveis nos reservatórios, esse texto combina explicações breves sobre o impacto coletivo de ações individuais com verbos no imperativo. Essa composição contribui principalmente para

  • (A) sensibilizar o público para a gravidade da estiagem, apresentando a economia de água como um valor ambiental cuja adoção depende da conscientização de cada usuário.
  • (E) informar os usuários sobre procedimentos adequados de consumo, apresentando as orientações como parte de uma medida de controle do abastecimento a ser seguida durante a estiagem.
  • (C) estimular a responsabilidade dos usuários pela preservação dos reservatórios, recorrendo a exemplos cotidianos sem estabelecer uma relação direta entre condutas individuais e consequências coletivas.
  • (B) orientar o leitor a modificar práticas domésticas específicas, associando recomendações diretas à explicação de seus efeitos sobre o abastecimento coletivo.
  • (D) incentivar mudanças de comportamento por meio de recomendações diretas, dispensando a explicação dos efeitos coletivos das práticas sugeridas.

Questão 3: Leia o texto a seguir. "Na sala de espera do posto de saúde, o silêncio não significava ausência de conversa. Cada pessoa parecia envolvida em uma comunicação diferente: havia quem respondesse a mensagens, quem acompanhasse vídeos e quem consultasse, no celular, o resultado de um exame. A presença dos aparelhos não eliminava a convivência; apenas a tornava menos evidente. Quando uma senhora deixou cair a sacola de remédios, porém, a lógica das telas foi interrompida. Três pessoas se levantaram ao mesmo tempo, recolheram os medicamentos e perguntaram se ela precisava de ajuda. Durante alguns minutos, a fila deixou de ser percebida como uma sucessão de indivíduos isolados. Em seguida, os celulares voltaram às mãos, mas já não pareciam ocupar todo o espaço entre aquelas pessoas. O episódio não prova que a tecnologia destrói os vínculos, nem que um gesto de solidariedade seja capaz de eliminá-la. Sugere apenas que a convivência pode permanecer latente mesmo quando os indivíduos parecem voltados para outros lugares. Às vezes, basta uma situação comum para torná-la novamente visível." Considerando a progressão das ideias e a conclusão do texto, sua finalidade principal é

  • (A) questionar a predominância dos celulares em espaços coletivos, associando seu uso à redução das manifestações espontâneas de solidariedade entre desconhecidos.
  • (E) evidenciar que a atenção concentrada nas telas dificulta o reconhecimento das necessidades alheias e enfraquece a convivência em uma fila de atendimento.
  • (C) partir de uma situação cotidiana de ajuda mútua para refletir sobre a permanência dos vínculos sociais mesmo em contextos marcados pelo uso de tecnologias digitais.
  • (B) defender que a retomada de interações presenciais constitui a maneira mais adequada de preservar vínculos sociais em ambientes de atendimento coletivo.
  • (D) mostrar que acontecimentos inesperados produzem formas de aproximação mais efetivas do que os contatos estabelecidos por meio de dispositivos eletrônicos.

Questão 4: Leia o texto. “Na reunião extraordinária sobre a crise hídrica, o condomínio aprovou, por unanimidade, a instalação de sensores nas torneiras das áreas comuns e a divulgação de uma campanha para reduzir o consumo. Antes do encerramento, a administração ofereceu aos presentes garrafas individuais de água, todas descartáveis e embaladas em plástico. Na ata, o encontro foi descrito como marco da responsabilidade ambiental do edifício. Ao comentar o episódio, uma moradora observou que ‘a sustentabilidade também chegou com embalagem própria’. Considerando a relação entre as ações descritas e o comentário final, a crítica implícita do texto dirige-se principalmente ao

  • (E) transferência aos moradores da responsabilidade pelo descarte das garrafas, sem que o texto indique a existência de coleta seletiva no condomínio.
  • (C) contraste entre a apresentação institucional do encontro como marco ambiental e a manutenção de uma prática de consumo descartável que enfraquece essa imagem.
  • (B) descompasso entre a preocupação dos moradores com a economia de água e a falta de participação individual na execução das medidas aprovadas.
  • (D) prioridade concedida pela administração à oferta de água aos participantes, em vez da adoção de medidas permanentes de abastecimento para o edifício.
  • (A) alcance limitado dos sensores e das campanhas, que não permitem resolver integralmente a crise hídrica enfrentada pelo condomínio.

Questão 5: Leia o trecho de uma campanha de incentivo à leitura. “Quando o livro termina, a leitura pode apenas mudar de lugar. Ela reaparece na pergunta que interrompe a aula, na lembrança que modifica uma conversa, na dúvida que leva alguém a procurar outra fonte e até na discordância compartilhada em uma rede social. Por isso, fechar o livro não significa fechar o sentido: cada leitor prolonga o texto ao relacioná-lo com experiências, conhecimentos e outras vozes.” A construção do trecho permite inferir que a campanha procura

  • (C) propor que experiências pessoais e interações coletivas substituam a leitura do texto como principal forma de construção de sentidos.
  • (D) sugerir que todas as respostas produzidas pelos leitores são igualmente válidas, mesmo quando não mantêm relação com informações ou possibilidades oferecidas pela obra.
  • (E) valorizar a circulação pública das interpretações, sobretudo em situações de discordância, como condição necessária para que a leitura ultrapasse o espaço individual.
  • (A) defender que a interpretação de uma obra só se completa quando o leitor abandona o texto e passa a privilegiar fontes, experiências e discursos exteriores a ele.
  • (B) apresentar a leitura como uma prática que se prolonga para além do contato material com o livro, mantendo como referência a interpretação do que foi lido.

Questão 6: Leia o fragmento a seguir. "Na segunda-feira, a escola reabriu. O barro havia sido removido do corredor, os livros que ainda podiam ser usados ocupavam novamente as estantes e, no pátio, uma faixa de tinta escondia a altura alcançada pela água. A diretora pediu que as aulas começassem como de costume. Quando a professora escreveu no quadro a data da retomada, porém, um estudante perguntou se aquela era a data em que a escola voltava a funcionar ou a data em que a enchente começara. Ninguém respondeu. Do lado de fora, os moradores ainda comparavam, nas paredes de suas casas, as marcas deixadas pela água." A pergunta do estudante e o silêncio que a sucede contribuem para construir a ideia de que a reabertura da escola

  • (B) formaliza a retomada das atividades, mas não elimina as marcas materiais, as lembranças e os sentidos associados à experiência da enchente.
  • (E) transfere para a comunidade a definição do momento de retomada, já que a comparação das marcas nas casas passa a orientar o funcionamento da escola.
  • (C) evidencia uma confusão entre o início das aulas e o começo da enchente, indicando que os estudantes ainda não distinguem os dois acontecimentos.
  • (A) recompõe as condições materiais de funcionamento e, por isso, tende a restabelecer gradualmente a rotina anterior da comunidade.
  • (D) sinaliza uma tentativa da direção de encobrir os efeitos da enchente, fazendo a escola parecer novamente integrada à rotina da comunidade.

Questão 7: Leia os textos a seguir. Texto I “Quem espera sempre alcança.” Texto II Em uma campanha pública de vacinação, a imagem mostra uma pessoa sentada diante de uma fila que avança lentamente. Enquanto os demais permanecem imóveis, um profissional de saúde aponta para uma placa lateral na qual se lê: “Esperar não basta. Proteja-se hoje.” No rodapé, aparece a informação: “A imunização depende da sua decisão e contribui para a proteção de todos.” Considerando a relação entre o provérbio, os elementos visuais e as informações apresentadas, a campanha constrói sua argumentação ao

  • (B) contrapor o valor da perseverança ao caráter voluntário da vacinação, enfatizando que a proteção da comunidade resulta apenas de decisões individuais.
  • (E) substituir a confiança na passagem do tempo pela defesa de uma resposta imediata, apresentada como suficiente mesmo sem a participação efetiva do indivíduo.
  • (D) explorar a imagem da fila para sugerir que a vacinação exige paciência, enquanto a mensagem verbal relativiza a urgência da decisão pessoal.
  • (C) retomar uma formulação conhecida e deslocar seu sentido, contrapondo a espera passiva à tomada de decisão individual com impacto coletivo.
  • (A) preservar o sentido original do provérbio, associando a espera paciente à ideia de que a vacinação ocorrerá naturalmente com a passagem do tempo.

Questão 8: Observe a descrição de uma peça de divulgação de uma biblioteca pública. No centro da imagem, uma porta aberta é formada por páginas de um livro. À esquerda, vê-se uma rua estreita, com muros altos e poucas pessoas; à direita, uma paisagem ampla, na qual diferentes grupos percorrem caminhos que se cruzam. Sobre a porta, aparece a frase: “Algumas portas não fazem barulho ao abrir.” Abaixo, em letras menores, lê-se: “Leia para encontrar perguntas que ainda não cabiam no seu caminho.” Nessa peça, a interpretação conjunta da metáfora visual e dos enunciados verbais permite compreender que a leitura é apresentada como uma prática que

  • (A) promove a passagem simbólica para outros modos de perceber a realidade, ampliando possibilidades de experiência sem pressupor o abandono do mundo cotidiano.
  • (D) organiza a experiência do leitor em percursos previamente estruturados, sugerindo que o contato com o livro orienta as escolhas possíveis na paisagem.
  • (B) favorece a ampliação das perspectivas individuais sobretudo por meio do recolhimento silencioso, ainda que possa repercutir posteriormente na convivência social.
  • (E) produz uma mudança de perspectiva vinculada à travessia simbólica da porta, cuja abertura indica que o acesso a novas experiências depende do afastamento do espaço cotidiano.
  • (C) representa uma passagem para interpretações mais amplas da realidade, mas mantém como referência principal os limites do caminho já conhecido pelo leitor.

Questão 9: Leia os textos a seguir. Texto I Em uma rede digital, os dispositivos funcionam como nós interligados. As mensagens circulam por diferentes caminhos e podem alcançar muitos destinatários. A eficiência da rede, entretanto, não depende apenas da quantidade de conexões, mas também da capacidade de organizar os fluxos e garantir que a informação chegue ao destino previsto. Texto II Entrei na rede por um nome, ach ei caminhos, nós e sinais. Cada resposta abriu outro caminho, cada silêncio acumulou mais ruído. Quando enfim desliguei a tela, ninguém havia chegado a lugar algum — e eu voltara trazendo todos. Considerando a relação entre os textos e o deslocamento de sentidos produzido pelo poema, o Texto II

  • (E) utiliza os elementos técnicos do Texto I apenas como uma comparação objetiva, sem alterar seus sentidos, para exemplificar problemas de transmissão e recebimento de informações.
  • (D) desloca os termos ligados à rede para construir uma visão predominantemente negativa da comunicação digital, marcada pela impossibilidade de estabelecer qualquer vínculo duradouro.
  • (B) reelabora a noção de rede para afirmar que a multiplicação de conexões é, por si só, a causa do fracasso de toda comunicação entre os usuários.
  • (C) retoma a estrutura técnica da rede para representar relações humanas, mas introduz uma tensão entre a multiplicação dos contatos e a efetiva produção de diálogo.
  • (A) mantém o sentido predominantemente informativo dos termos técnicos do Texto I, limitando-se a descrever dificuldades de organização dos fluxos digitais.

Questão 10: Leia o trecho a seguir. “Em muitas escolas, a defesa da retirada dos celulares baseia-se na ideia de que a simples ausência do aparelho devolveria aos estudantes a concentração perdida. É possível reconhecer que o uso sem orientação prejudica algumas atividades; ainda assim, essa constatação não autoriza concluir que proibir seja suficiente. A atenção também depende do propósito da tarefa, da mediação do professor e dos critérios estabelecidos para o uso da tecnologia. Por isso, uma política escolar consistente não deve escolher entre liberar indistintamente e banir por completo, mas definir em que situações o recurso contribui — ou interfere — na aprendizagem.” Para que a conclusão do texto seja sustentada, o autor pressupõe que

  • (A) a orientação docente pode reduzir parte dos prejuízos do celular, embora a presença do aparelho tenda a comprometer a concentração em atividades escolares.
  • (C) o reconhecimento de prejuízos decorrentes do uso inadequado do celular impede que se estabeleçam critérios diferenciados para suas finalidades pedagógicas.
  • (D) os efeitos do celular sobre a aprendizagem variam conforme as condições de uso, de modo que sua presença ou ausência, isoladamente, não determina o resultado da atividade.
  • (E) a adoção de regras contextualizadas para dispositivos digitais depende da autonomia de cada professor para decidir, em cada turma, quando o uso será adequado.
  • (B) a eficácia de uma política para o uso de celulares deve ser julgada principalmente por sua capacidade de produzir efeitos imediatos sobre o comportamento dos estudantes.

Questão 11: Leia o texto a seguir. “Quando uma prefeitura divulga um mapa das áreas com maior ocorrência de acidentes, o mapa não reorganiza o trânsito: ele modifica as condições em que o problema pode ser discutido. Permite, por exemplo, comparar a distribuição dos acidentes com a localização de escolas, cruzamentos e linhas de ônibus. Algo semelhante ocorre com os sensores que registram a qualidade do ar. Seus dados não reduzem a poluição, mas podem revelar que a exposição é desigual entre os bairros e orientar a definição de prioridades. Nos dois casos, portanto, o monitoramento só adquire relevância pública quando deixa de ser tratado como resultado final e passa a integrar decisões verificáveis.” A comparação entre o mapa de acidentes e os sensores de qualidade do ar contribui para a argumentação porque

  • (E) relaciona fenômenos urbanos de causas diferentes para sustentar que problemas identificados por dados semelhantes devem receber uma mesma forma de intervenção.
  • (C) contrasta uma ferramenta associada à mobilidade urbana com outra relacionada à saúde coletiva, indicando que somente a primeira permite definir prioridades de governo.
  • (D) reúne procedimentos de quantificação para defender que a mensuração objetiva dos problemas reduz a necessidade de negociação política sobre suas soluções.
  • (A) aproxima dois instrumentos capazes de produzir efeitos indiretos sobre a cidade, sugerindo que a própria divulgação dos dados já constitui uma intervenção pública suficiente.
  • (B) articula exemplos de áreas distintas para mostrar que a utilidade pública do monitoramento depende da interpretação dos dados e de sua incorporação a decisões concretas.

Questão 12: Leia o trecho de um artigo de opinião. "A adoção de ferramentas de inteligência artificial capazes de resumir textos pode, em princípio, ampliar o acesso à informação. Um estudante que enfrenta dificuldades de leitura, por exemplo, pode utilizá-las para identificar conceitos recorrentes, localizar termos desconhecidos e formular perguntas iniciais. Seria precipitado, portanto, concluir que todo resumo automatizado empobrece a aprendizagem. Essa ressalva, porém, não elimina o problema pedagógico. Quando o resumo é tomado como substituto da leitura, o estudante deixa de confrontar a seleção feita pelo sistema, de perceber as relações entre argumentos e de avaliar o que foi omitido. A questão decisiva não é, assim, escolher entre aceitar ou proibir a tecnologia, mas definir se ela será empregada como instrumento de orientação ou como atalho que encerra prematuramente a interpretação. Nesse último caso, a economia de tempo pode resultar justamente na redução da autonomia leitora que a escola deveria desenvolver." Considerando a organização das ideias e o posicionamento assumido pelo autor, a estratégia argumentativa predominante no trecho consiste em

  • (C) apresentar uma ressalva inicial sobre os efeitos da ferramenta e, depois, demonstrar que essa ressalva é insuficiente para impedir que os resumos automatizados empobreçam a aprendizagem em qualquer situação.
  • (A) reconhecer uma possibilidade de uso produtivo da ferramenta e, sem abandonar essa concessão, deslocar a crítica para a função que ela desempenha no processo de leitura.
  • (E) reunir efeitos favoráveis e desfavoráveis do recurso tecnológico e, a partir desse equilíbrio, sustentar uma posição deliberadamente neutra sobre sua adoção no contexto escolar.
  • (D) contrapor a agilidade proporcionada pelo processamento digital à autonomia desenvolvida pela leitura integral, de modo a defender a superioridade necessária da interpretação humana sobre a seleção algorítmica.
  • (B) admitir benefícios pontuais da ferramenta e, em seguida, restringir sua utilização escolar aos estudantes com dificuldades de leitura, considerados os mais vulneráveis aos prejuízos pedagógicos.

Questão 13: Leia o trecho de uma entrevista de emprego e o comentário feito posteriormente pelo avaliador. — A senhora poderia explicar sua experiência com atendimento ao público? — Eu trabalhei cinco ano numa venda do bairro. A gente atendia todo mundo, fazia as conta e resolvia os problema sem deixá ninguém esperando. No formulário de seleção, o avaliador registrou: “A candidata apresenta experiência relevante e demonstra habilidade para lidar com o público. Em uma etapa posterior, será necessário verificar sua capacidade de adaptar o registro linguístico à comunicação escrita formal exigida pelo cargo”. Considerando a relação entre variação linguística, adequação comunicativa e preconceito linguístico, o registro do avaliador é adequado porque

  • (A) reconhece que as marcas de uma variedade popular podem coexistir com competência comunicativa, mas considera pertinente avaliar a adaptação a outro gênero e contexto, sem tomar a variedade de origem como prova de incapacidade.
  • (C) distingue fala e escrita ao considerar que marcas recorrentes na interação oral justificam uma verificação específica da escrita formal, pois a presença dessas marcas indica domínio ainda insuficiente da variedade-padrão.
  • (E) separa a avaliação da experiência profissional da avaliação linguística, mas pressupõe que variedades regionais e sociais devem ser neutralizadas no ambiente de trabalho para evitar ruídos na comunicação.
  • (B) admite a existência de variedades linguísticas, mas entende que a adaptação ao registro formal exige substituir, em situações profissionais, as formas características da variedade de origem por um modelo único de expressão.
  • (D) relaciona a comunicação profissional à necessidade de empregar a norma-padrão, entendendo que a avaliação de competências deve priorizar a uniformidade linguística, ainda que a experiência da candidata seja reconhecida.

Questão 14: Uma escola analisou comentários publicados em uma campanha sobre acesso ao primeiro emprego. Os estudantes organizaram os enunciados em três grupos: I. “Em uma entrevista, é importante conhecer o registro esperado nesse gênero, mas isso não autoriza concluir que quem fala de outro modo seja menos inteligente.” II. “Expressões associadas a determinadas comunidades devem ser corrigidas, porque revelam falta de capacidade para aprender conteúdos complexos.” III. “A escrita de um currículo pode seguir convenções formais, enquanto uma conversa entre moradores da mesma comunidade pode mobilizar outras formas linguísticas, igualmente sistemáticas.” A análise que interpreta adequadamente os grupos, relacionando variação linguística e preconceito linguístico, é a de que

  • (B) I e III valorizam a diversidade linguística, mas II apenas ressalta que certas formas precisam ser corrigidas quando podem prejudicar o desempenho escolar e profissional de seus usuários.
  • (C) I e II defendem a adequação comunicativa, pois ambos admitem que o domínio de formas valorizadas socialmente deve orientar a avaliação dos falantes, ainda que o segundo enunciado também mencione as comunidades.
  • (A) I e III reconhecem a adequação da linguagem às situações de uso, enquanto II converte uma diferença linguística em julgamento sobre a capacidade intelectual dos falantes.
  • (D) I reconhece a importância do contexto, III restringe a organização gramatical às variedades empregadas em textos formais, e II expressa uma preocupação legítima com a preparação linguística para o trabalho.
  • (E) I e III distinguem adequadamente os contextos de uso, mas II também pode ser considerado válido quando a associação entre determinada variedade e baixo desempenho intelectual se confirma em avaliações escolares.

Questão 15: Leia o texto. "A promessa de que toda informação está ao alcance de poucos toques alterou nossos hábitos de pesquisa, mas não resolveu o problema do conhecimento. Ao contrário: quanto mais facilmente acumulamos respostas, maior se torna a necessidade de distinguir relevância de novidade, evidência de opinião e compreensão de mera familiaridade com um assunto. Esse trabalho exige tempo, comparação e disposição para rever conclusões — atitudes que a velocidade das plataformas pode dificultar, embora também possa ampliar o acesso a fontes antes restritas. Assim, o desafio contemporâneo não está em escolher entre livros e telas, mas em transformar a disponibilidade de informações em uma prática efetiva de elaboração intelectual." A tese que organiza a argumentação do texto é a de que

  • (D) a dificuldade central das pesquisas contemporâneas está em separar opiniões pessoais de informações publicadas por fontes reconhecidas, sobretudo nas plataformas de circulação mais rápida.
  • (B) a abundância de informações disponíveis em plataformas digitais favorece o desenvolvimento da capacidade analítica quando permite reunir rapidamente respostas e opiniões sobre um mesmo assunto.
  • (A) a expansão das plataformas digitais modificou os hábitos de pesquisa e, ao ampliar o acesso a fontes diversas, tende a reduzir a necessidade de consultas prolongadas a livros e outros materiais.
  • (C) o acesso veloz a diferentes fontes pode ampliar as possibilidades de pesquisa, mas só contribui para o conhecimento quando é acompanhado de seleção, confronto e reflexão.
  • (E) a oposição entre livros impressos e telas digitais dificulta a construção de critérios comuns de avaliação, pois cada suporte privilegia formas distintas de acesso e compreensão.